Mortos não contam histórias - OP Interna para Nick

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Mortos não contam histórias - OP Interna para Nick

Mensagem por Nêmesis em Qua Dez 31, 2014 5:56 pm




Mortos não contam histórias

Haviam semanas que Nick sonhava a mesma coisa. Orfeu estava naquele maldito sonho, ele estava sempre no mesmo lugar da Casa Grande, o porão. Nick não sabia o que aquilo significava, mas naquela manhã resolveu ir procurar o que quer que fosse, esperava que aquilo o livrasse dos sonhos, mas as coisas só iam de mal a pior. Assim que o garoto pegou o objeto que Orfeu deixara ali para ele o garoto foi transportado para o lado de fora da Casa Grande, e agora?
Detalhes:

Conte como era seu sonho com Orfeu, ele se mostrava um anel no sonho, prata. Vá até a Casa Grande e o ache no porão, assim que isso acontecer vai ser transportado para fora e ninguém irá ver você, exceto pelos fantasmas. Há um monstro fantasma. Um dragão, lute contra ele, o anel irá se transformará em uma espada para que possa derrotá-lo, após isso ache um fantasma, ele irá te guiar até Orfeu que está na floresta. Infelizmente(ou não) o fantasma irá voltar dos mortos com você e terás de enviá-lo de volta. Se não ficou claro terá de matar ele.
Entregue o anel para Orfeu e seja feliz.
1 Mês
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Boa Sorte

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Re: Mortos não contam histórias - OP Interna para Nick

Mensagem por Nick Carp em Sex Fev 13, 2015 7:30 pm


true history..


A tanto acostumado com a escuridão ainda podia sentir calafrios toda vez que a imagem lhe voltava. Tinha certeza que era seu mestre, estava perdido e parecia sozinho. Será que aquilo poderia ser um pedido de ajuda?! Nick não sabia. Continuava imerso na névoa e escuridão, o frio começava a se apoderar dele a cada passo até que ele não sabia mais o que fazer, ou para onde ir. Foi então que uma fraca luz se acendeu mostrando o rosto de seu mestre, novamente, no porão da Casa Grade segurando um anel, um anel prateado...

Nick acordou pálido e suando frio. Novamente a porcaria do sonho o havia alcançado. Por que aqueles estúpidos pesadelos tinham de persegui-lo? Será que seu mestre realmente estaria ali?

A mais ou menos uma semana Nick começara a ter esses sonhos estranhos e não conseguia decifrá-los. Tinha medo de ser uma metáfora ao mesmo tempo que tinha medo de serem reais. Tentou ignorar a segunda opção, visto que Orfeu era um deus e tinha o direito de ir e vir sempre que quisesse. Mas, ainda sim, algo não parecia certo. Todas as noites ele havia tido o mesmo sonho e acordado no mesmo instante, sem conseguir ver nenhum detalhe a mais ou simplesmente ir a diante e fazer o que seu mestre queria.

O garoto -- vestido apenas com uma cueca box branca -- se levantou e caminhou até o banheiro onde molhou o rosto e se olhou no espelho. Tinha de fazer algo, rápido. Vestiu-se com uma calça jeans e uma camisa quadriculada e tratou de pegar sua adaga e seu arco e flechas.


O garoto saiu do chalé cautelosamente, estava com medo de ser visto por alguma harpia ou pego por algum monstro. Caminhou sorrateiramente até a Casa Grande, onde viu que todos dormiam. Era a chance perfeita para o garoto. Sem hesitar, Nick abriu a porta e adentrou o local, caminhando vagarosamente e tentando não fazer ruídos.

Após uma meia hora tentando se orientar no escuro, Nick conseguiu encontrar uma porta que seguia depois de uma escada, não pensara que seria no andar de cima, mas, já que era, não reclamaria. Tocou o trinco e viu que estava destrancado, mais um ponto para a prole de Apolo. O garoto adentrou o local e de repente se sentiu dentro do sonho. Tudo estava se resumia a um breu, não conseguia nem ver suas próprias mãos ao tatear os objetos no escuro. Mas então, aconteceu. A névoa começou a subir e o frio a se apoderar dele. Orfeu precisava aparecer, tinha de aparecer... Ele não estava ali. Nick se amaldiçoou por ser tão burro e caminhou em direção a porta, para sair do recinto. No entanto, quando se aproximou dela, o vento a fechou e ele ficou preso. Como sairia dali agora? Praguejou em grego antigo e voltou a explorar o seu confinamento.


Já haviam-se passado duas horas e o dia começava a amanhecer quando ele vislumbrou, pela primeira vez, uma caixinha preta em cima de uma mesinha redonda. O jovem ergueu a sobrancelha e caminhou até ela, abrindo-a em seguida. Quando viu o que tinha dentro, ficou sem fôlego, era tarde demais.

***


Podia ser uma floresta, um bosque ou até mesmo um parque. Nick só sabia que era um lugar a céu aberto, as árvores não ficariam confinadas dentro de uma propriedade, era uma reserva muito grade. A escuridão parecia o perseguir e isso o enfraquecia, visto que era filho do deus do Sol e não o contrário. Ele parecia estar congelado no tempo, lembrava-se de estar no porão e o dia estar começando a raiar mas quando abriu a caixa e tocou no anel sentiu a escuridão se enroscar em seus membros e o arrastar para onde estava agora, Lugar Nenhum. (Sim, a cidade do cãozinho Coragem).

O garoto parecia estar perdido mas se sentiu seguro ao perceber que ainda estava portando suas armas. Se algo desse errado (mais errado do que já dera) ele ainda poderia se defender. O solo era arenoso e seco, deixando poeira para trás a cada passo impulsionado pelo garoto.


Nick já estava ficando cheio de andar por ali, parecia não sair do lugar ou até mesmo andar em círculos e muito tempo havia se passado desde que chegara ali (ao menos achava isso, na realidade ele perdera a noção do tempo mas não queria admitir). Foi então que sentiu um vento muito forte passar por ele e parar mais rápido ainda. O que seria aquilo? Uma criatura em alta velocidade?

A prole de Apolo se virou para conferir mas a criatura o cercou pelo outro lado, fazendo-o deixar uma grande abertura em sua defesa. Nick não sentira, mas, quando se deu conta, tinha um corte em seu antebraço e estava sangrando. Nick agarrou sua adaga e ficou parado olhando para todos os ângulos que conseguia, o mais rápido possível. Ansiava em ter seu inimigo nas mãos, não gostava que o fizessem de bobo.

O vento forte passou por ele novamente, dessa vez o levando ao chão e jogando sua adaga ao longe. Era impossível vencer aquela coisa visto que não podia vê-lo. Carp balançou a cabeça se livrando daqueles pensamentos e engatinhou até sua adaga, porém, fora jogado de costas contra uma árvore ficando com a visão turva de repente. O menéstreu praguejou a criatura, seja lá o que fosse e quando estava prestes a se levantar, sentiu algo lhe queimando a pele.

O garoto se curvou e foi arremessado novamente, dessa vez caindo no chão e batendo a cabeça contra uma pedra. Mas, constatou que a queimação em sua pele era mais ou menos na altura da coxa o que o levou a pensar que o que estava causando a sensação deveria estar em seu bolso. Ótimo palpite, pensou Nick, o anel!

O semideus levou a mão ao bolso retirando o anel dali, então tudo mudou. O tempo pareceu ficar mais lento, apenas para o monstro pois Nick conseguia se mover normalmente, além disso, o anel começara a se transformar em uma grande espada de aço azulado com detalhes em ônix. O menéstrel parou de olhar para a espada e voltou a procurar o que lhe atacara quando se surpreendeu com a dimensão do atacante. Era um dragão mas sua pele era diferente, parecia opaca demais, quase transparente... Um fantasma! Nick pensou, concluindo.

O garoto segurou a grande espada com as duas mãos e encarou o grande dragão de olhos azuis que começava a correr em sua direção. Mesmo que tudo houvesse ficado em câmera lenta, o dragão ainda estava rápido, não tanto quanto antes, mas ainda estava rápido. Ele investiu com tudo contra o garoto que conseguiu rolar para a esquerda no último segundo e se erguer rapidamente para tentar um ataque, em vão. O dragão abrira suas asas e com essa ação um corte fora aberto no peito do semideus.

Nick agora estava enfurecido, precisava agir mais rápido. Ele se sustentou sobre suas duas pernas e deu um impulso para frente, não recuaria mais nenhum milímetro. O dragão vinha a toda em sua direção mas quando viu que o garoto estava com a espada empunhalada e indo a seu encontro com muita velocidade, tentou recuar. Tarde demais, Nick finalmente conseguira desferir um golpe no dragão e este mais pareceu um lençol velho sendo rasgado.

Em seu lugar apareceu uma garota, mas não poderia ser... Brooke? Não, aquilo era loucura demais. O que a caçadora estaria fazendo ali? No meio da floresta?

-- Quem é você? -- Ele conseguiu perguntar, precisava tirar a prova real de que não era ela.

A garota não respondeu, ao invés disso, começou a andar pela floresta, flutuando. Ela estava cada vez mais rápida e em desespero, Nick começou a segui-la, o mais rápido que pôde. Galhos o arranhavam e cortavam seu rosto mas ele não parou em nenhum momento. Ela estava ficando cada vez mais distante, ele precisava alcançá-la...


Seu mestre, Orfeu, estava ali, parado e o observando. Seu rosto sem nenhuma expressão o encarava sem nada a dizer. Com o coração acelerado, o garoto olhou para todos os ângulos a procura da caçadora mas ela não estava em lugar algum.

-- O que procuras, menéstrel? Sua amada? -- O deus o perguntou e finalmente Nick o encarou.

-- N-não. Ela não é...

-- Ela é sim, eu sei que é. Não minta para mim. -- Seu mestre continuava desprovido de emoções mas Nick sabia que ele não estava contente com a situação.

-- O que quer? -- O semideus perguntou, audaciosamente.

-- Minha espada. -- O deus estendeu a mão e a espada flutuou até a sua mão, voltando a ser um anel. -- Grato por seus serviços, meu jovem.

Então, atrás do deus o espírito da garota voltou e ficou parado ao lado dele. Orfeu ergueu a sobrancelha ao ver a reação do garoto e então falou com um ar de sorriso em seu rosto.

-- Esta alma se transforma naquilo que você mais teme.

-- O que!? Não temo uma simples caçadora. -- Carp falou enfurecido.

-- Teme amá-la.

-- Não entendo... -- o semideus continuou.

-- Não direi mais nada mas o futuro não lhe agradará, meu jovem. Ela te levará de volta, boa sorte...

Então, a caçadora se aproximou de Nick e segurou sua mão. Ele pode ver toda a floresta se dissolvendo como se fosse água descendo pelo ralo da pia...

***

Nick ergueu o rosto, ainda pálido e fechou a torneira. Simplesmente havia sido o sonho mais louco que já tivera em semanas. O que aquilo poderia significar? Revirou os olhos e fechou a torneira voltando a sua cama. O sol já estava nascendo, ele se sentia mais forte.

O garoto se aconchegou mas quando estava prestes a fechar os olhos sentiu algo queimando em sua nuca e ao levar a mão ali se deparou com uma delicada corrente prata com o anel sobre ela. O mesmo do sonho. O anel de Orfeu.

Armas:


- Sun/{Arco}[Arco feito de ouro, e que só pede ser manejado pelos filhos do deus-sol. Transforma-se em um colar](Presente de reclamação de Apolo)

- Light/{Aljava}[Aljava de flechas infinitas. O tecido da mesma é resistente, não rasgando ou queimando facilmente. As flechas, por sua vez, são comuns, mas assim que tocam o alvo fazem com que o mesmo entre em combustão espontânea. Transforma-se em pingente para o colar.](Presente de reclamação de Apolo)

- Song/{Adaga}[Uma adaga feita de ouro. Dá destreza e agilidade ao filho do sol, e quando fere um monstro, automaticamente transforma-o em pó graças À essência de luz que há nela. Acompanha uma bainha.](Presente de reclamação de Apolo)

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Re: Mortos não contam histórias - OP Interna para Nick

Mensagem por Nêmesis em Dom Mar 08, 2015 2:26 pm




Mortos não contam histórias

Nick você não cumpriu parte das minhas ordens, mas o desenrolar de sua missão foi bom, houveram algumas falhas que poderiam ter sido vistas.
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Re: Mortos não contam histórias - OP Interna para Nick

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